Você sente que continua se alimentando da mesma forma de sempre, mas a balança insiste em subir? As roupas parecem mais apertadas, especialmente na região da barriga, e nada do que funcionava antes traz os mesmos resultados?
Se você está passando por isso, saiba que não está sozinha.
O ganho de peso durante o climatério e a menopausa é uma das queixas mais frequentes entre mulheres acima dos 40 anos. E a explicação vai muito além das calorias consumidas.
O metabolismo realmente fica mais lento na menopausa?
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pela redução progressiva da produção dos hormônios ovarianos, principalmente do estrogênio.
Essa diminuição hormonal provoca diversas alterações no organismo. Entre elas, mudanças no metabolismo, na forma como a gordura é distribuída pelo corpo, na qualidade do sono, no humor e nos níveis de energia.
Além disso, é comum ocorrer:
- Redução da massa muscular;
- Diminuição do gasto energético diário;
- Maior dificuldade do organismo em lidar com excessos de carboidratos e álcool;
- Maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal;
- Aumento dos processos inflamatórios.
Essas mudanças favorecem o ganho de peso e criam a sensação de que o metabolismo “travou”, mesmo quando os hábitos alimentares permanecem praticamente os mesmos.
A boa notícia é que entender o que o corpo precisa nessa fase permite adotar estratégias eficazes para recuperar o equilíbrio.
Por que a gordura passa a se acumular principalmente na barriga?
Antes da menopausa, o estrogênio ajuda a direcionar o armazenamento de gordura para regiões como quadris e coxas.
Com a queda hormonal, esse padrão muda. O organismo passa a acumular mais gordura na região abdominal, especialmente a chamada gordura visceral, localizada ao redor dos órgãos internos.
Por isso, muitas mulheres percebem um aumento significativo da circunferência abdominal, mesmo sem grandes alterações no peso total.
Comer menos nem sempre é a solução
Diante do ganho de peso, é comum recorrer a dietas cada vez mais restritivas. No entanto, comer muito pouco por períodos prolongados pode ter o efeito contrário.
Quando recebe menos energia do que necessita, o organismo tende a economizar recursos, dificultando ainda mais a perda de gordura corporal.
Além disso, restrições excessivas podem favorecer:
- Perda de massa muscular;
- Aumento do cansaço;
- Queda de cabelo;
- Deficiências nutricionais;
- Piora dos sintomas relacionados ao climatério e à menopausa.
Por isso, o objetivo não deve ser simplesmente “comer menos”, mas oferecer ao organismo os nutrientes necessários para funcionar adequadamente.
O que ajuda a destravar o emagrecimento durante a menopausa?
1. Consumir proteína suficiente
As proteínas contribuem para a preservação e o ganho de massa muscular, aumentam a saciedade e favorecem um metabolismo mais eficiente.
Carnes, peixes, ovos, laticínios, leguminosas e, quando necessário, suplementos proteicos podem fazer parte de uma estratégia nutricional individualizada.
2. Praticar exercícios de força
Encontrar uma rotina de atividade física que se encaixe na realidade de cada mulher é fundamental.
Além de auxiliar no emagrecimento, o treinamento de força ajuda a preservar a massa muscular e a saúde óssea, dois aspectos especialmente importantes nessa fase da vida.
3. Cuidar da qualidade do sono
Dormir mal aumenta a produção de hormônios relacionados ao aumento da fome, ao acúmulo de gordura, à inflamação e à impulsividade alimentar.
Insônia, despertares frequentes e ondas de calor são sintomas comuns da menopausa e merecem atenção adequada. Muitas vezes, melhorar o sono é um dos primeiros passos para recuperar a saúde metabólica.
4. Adotar uma alimentação anti-inflamatória
Uma alimentação rica em vegetais, frutas, proteínas de qualidade, gorduras boas e alimentos minimamente processados — inspirada nos princípios da dieta mediterrânea — pode ajudar a reduzir a inflamação, melhorar os sintomas da menopausa e favorecer o emagrecimento de forma mais saudável e sustentável.
5. Avaliar vitaminas e minerais
Níveis inadequados de nutrientes como vitamina D, vitamina B12, magnésio, zinco e ferro podem impactar diretamente a disposição, o metabolismo e o equilíbrio hormonal.
Durante essa fase, as necessidades nutricionais podem mudar, tornando importante uma avaliação individualizada para identificar e corrigir possíveis deficiências.
Menopausa não é sinônimo de falta de disciplina
Engordar durante a menopausa não significa falta de força de vontade, descuido ou ausência de hábitos saudáveis.
Na maioria das vezes, trata-se da resposta natural de um organismo que está passando por profundas transformações hormonais e metabólicas.
Quando compreendemos essas mudanças e adotamos estratégias adequadas, é possível recuperar a disposição, reduzir os sintomas, emagrecer com mais segurança e voltar a sentir bem-estar no próprio corpo.
A menopausa traz desafios, mas também pode representar uma oportunidade para olhar para a saúde de maneira mais completa, consciente e acolhedora.
Aqui na Clínica Fortius, trabalhamos com uma abordagem integrativa para ajudar mulheres a atravessarem o climatério e a menopausa com mais qualidade de vida, saúde e autonomia.
Quer entender o que o seu corpo realmente precisa nessa fase? Agende sua avaliação e descubra quais estratégias fazem sentido para a sua realidade.