Você sente dor lombar e rigidez nas pernas? A causa pode estar na parte de trás da coxa — e no abdômen também!

Andressa Nassar dos Santos

A dor lombar é uma queixa recorrente, mas o que poucas pessoas sabem é que ela pode ter origem em músculos que nem estão na região da coluna. Sim! Muitas vezes, o problema está na parte de trás da coxa (isquiotibiais) ou até no próprio abdômen, principalmente quando essas regiões estão tensionadas ou encurtadas.

Mas o que a coxa e o abdômen têm a ver com a lombar?

A parte de trás da coxa é formada pelos músculos isquiotibiais que incluem o bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso e que se ligam diretamente ao osso do quadril. Quando esses músculos estão muito encurtados ou tensionados, eles exercem uma força de tração para baixo e para trás no osso da pelve.

O mesmo acontece com o abdômen (especialmente o reto abdominal e oblíquos), que quando estão com tensão excessiva ou rigidez, também podem tracionar a pelve para trás. Isso gera o que chamamos de rotação posterior da pelve.

Essa rotação altera o posicionamento da coluna lombar, achatando sua curvatura natural e sobrecarregando músculos e articulações da região. O resultado? Dores lombares, sensação de rigidez, fadiga na região inferior das costas e até alterações no modo de caminhar ou se movimentar.

Sinais de que isso pode estar acontecendo com você:

  • Dor lombar ao permanecer sentado por muito tempo
  • Sensação de “travamento” nas costas ao levantar da cadeira ou cama
  • Rigidez na parte de trás da coxa (dificuldade para alongar ou esticar a perna)
  • Sensação de encurtamento ou rigidez abdominal
  • Desconforto em atividades simples como caminhar ou subir escadas

Como a fisioterapia pode ajudar nesses casos?

O tratamento precisa considerar todo o funcionamento da pelve, não só a região da dor. Quando há rotação posterior da pelve, o foco deve ser em restaurar a mobilidade, o equilíbrio muscular e reativar a estabilidade lombopélvica.

Entre as técnicas que podem ser utilizadas estão:
– Liberação miofascial dos isquiotibiais e da musculatura abdominal
– Mobilização da pelve e coluna lombar com técnicas manuais ou osteopáticas
– Ativação dos músculos que estabilizam a pelve, como glúteos e quadríceps
– Reequilíbrio postural e reeducação dos padrões de movimento
– Exercícios de fortalecimento funcional e controle motorA chave está em olhar o corpo como um todo, e não apenas onde dói. Muitas vezes, liberar as tensões certas e restaurar o equilíbrio pélvico já traz um enorme alívio e previne novas crises.

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