4 curiosidades sobre o assoalho pélvico que quase ninguém conhece

Ana Escher

Quando falamos em assoalho pélvico, muitas pessoas pensam apenas em exercícios para evitar a perda de urina.

Mas essa região do corpo é muito mais complexa e participa de funções importantes relacionadas à urina, intestino, sexualidade, postura e controle da pressão dentro do abdômen.

E existem alguns fatos sobre o assoalho pélvico que quase ninguém conhece.

Confira 4 curiosidades que podem mudar a forma como você olha para essa parte do corpo.

1. O assoalho pélvico não serve apenas para segurar o xixi

Essa é provavelmente uma das maiores confusões.

O assoalho pélvico é formado por músculos e tecidos que ficam na parte inferior da pelve e desempenham várias funções.

Ele participa do controle:

  • Da urina;
  • Das fezes;
  • Dos gases;
  • Da pressão abdominal;
  • Da sustentação dos órgãos pélvicos;
  • Da função sexual.

Por isso, quando falamos em fisioterapia pélvica, não estamos falando apenas de tratamento para incontinência urinária.

A musculatura precisa ter capacidade de contrair, sustentar, relaxar e responder rapidamente às diferentes demandas do corpo.

Por exemplo: quando você tosse, espirra ou dá uma gargalhada, ocorre um aumento da pressão dentro do abdômen.

O assoalho pélvico participa da resposta a essa mudança de pressão.

2. Um assoalho pélvico forte demais também pode ser um problema

Essa talvez seja uma das curiosidades mais importantes.

Muita gente pensa:

“Se fortalecer é bom, então quanto mais eu contrair, melhor.”

Não é bem assim.

O assoalho pélvico precisa ser forte, mas também precisa saber relaxar.

Imagine um músculo que permanece contraído o tempo todo. Ele pode perder a capacidade de realizar adequadamente outras funções.

Em algumas pessoas, o excesso de tensão da musculatura pélvica pode estar associado a sintomas como:

  • Dor pélvica;
  • Dor ou desconforto no períneo;
  • Dor durante ou após relações sexuais;
  • Dificuldade para relaxar durante a evacuação;
  • Alterações urinárias;
  • Sensação de tensão ou pressão na região pélvica.

Por isso, nem sempre a solução para um problema pélvico é simplesmente fazer mais exercícios de Kegel.

Em alguns casos, o tratamento precisa trabalhar justamente o relaxamento e a coordenação muscular.

3. O assoalho pélvico também participa da função sexual

Essa é uma curiosidade que muitas pessoas não sabem.

Os músculos do assoalho pélvico participam da resposta sexual tanto em mulheres quanto em homens.

Nas mulheres, essa musculatura está envolvida na função sexual, nas contrações durante o orgasmo e na percepção da região pélvica.

Nos homens, alguns músculos do assoalho pélvico participam da função erétil e da ejaculação.

Isso não significa que todo problema sexual seja causado pelo assoalho pélvico.

A função sexual é complexa e pode envolver fatores hormonais, vasculares, neurológicos, psicológicos, medicamentosos e relacionais.

Mas, em determinados casos, avaliar o assoalho pélvico pode fazer parte da investigação e do tratamento.

4. Você pode estar contraindo o assoalho pélvico sem perceber

Essa é uma das curiosidades mais interessantes.

O assoalho pélvico não funciona apenas quando fazemos um exercício específico.

Ele participa de movimentos e situações do nosso dia a dia.

Por exemplo:

🏋️ Ao levantar um peso.

🤧 Ao espirrar.

😮‍💨 Ao tossir.

🏃 Durante uma corrida.

😂 Ao dar uma gargalhada.

🚽 Durante a evacuação.

💧 Durante o controle da urina.

Ou seja, essa musculatura precisa responder às mudanças de pressão e movimento do corpo.

É por isso que a função do assoalho pélvico não pode ser resumida simplesmente a “apertar e soltar”.

Existe força, resistência, velocidade, coordenação e, principalmente, capacidade de relaxamento.

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